segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Inspiração... ou não

Esta é a conclusão do último texto sobre sonhos. Não estou inspirada, mas só agora me apercebi realmente da noção de destruição de um sonho.

Quando um sonho é destruído, não há saudade, pois não? É que eu não sinto saudades do meu sonho. Aquele que me faz triste por me saber feliz. Se é assim matar um sonho para dar início a um novo, quero destruir sonhos todos os dias, das maneiras mais estranhas possíveis. Eventualmente vão acabar por magoar, não poder voltar atrás e reviver sonhos, mas não me preocupo. Nessa altura só vou olhar para o futuro, e encarar o passado apenas como uma página inacabada, porque cada momento que vivemos é do nosso passado e só pertence a esse lugar mágico. Esse lugar que, por enquanto, ainda é mágico. Nessa altura vou olhar para o futuro, e vê-lo como um novo amigo: cheio de surpresas. Nesse dia vou enterrar o livro da minha vida e entregar-me ao meu unico futuro: a morte.

Gotas de água

Ouço a chuva bater no vidro. Penso em todas aquelas gotas que estão presas, prontas para cair onde a nuvem já não as segure. Penso em como a liberdade de uma gota é só durante aquela descida mortal, onde aterra numa casa, numa rua, num guarda-chuva, ou é amparada pelos cabelos desgrenhados de alguém, e, quem sabe, até tem sorte e vai parar a um rio que corra lentamente e possa ter um leito tranquilo. Penso em tudo isto e tudo isto desaparece quando olho o vidro. Gotas que caem formam linhas de água no vidro. Não morreram. Querem mudar o mundo antes de o fazer. Na verdade invejo as gotas de água. O ser humano é demasiado comodista para tentar mudar o mundo, pensando que é demasiado pequeno. Se fôssemos gotas de chuva seriamos suficientemente grandes para tentar mudar o mundo. Assim não.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inspiração

Outra folha em branco. Quero escrever e mais uma vez atravesso um bloqueio mental. Parece um precipício, e não me arrisco a dar um passo em falso. Quero não escrever mas qualquer coisa me prende à folha. Acho que é a vontade de ter inspiração, sem a ter. oihervnoerwvhjashvnklrvjnhadsn. Pronto, já escrevi. Agora vou dormir, não estou inspirada!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um sonho impossível

Hoje sinto-me feliz mas não devia. E por não dever sinto-me triste por estar feliz. Hoje sinto-me sozinha porque já passou o momento, e a saudade fica, fica sempre. Há saudade nesta alegria triste, há melancolia por não saber o que existe ou o que não existe. Há sonhos destruídos e construção de novos sonhos, e é por isso que me rio, apesar de não dever, porque a morte de um sonho não é motivo de felicidade. Ou não devia ser.
Hoje sinto-me mesmo feliz, uma felicidade estranha, porque um sonho nasceu. Um sonho que não passa de isso mesmo: de um sonho. E estou triste por assim o ser.
A inspiração faltou-me, continuo mais tarde (ou não).

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lápis de mente

Estou num daqueles dias em que passo a tarde toda a escrever mentalmente e quando chego a casa esqueço-me do que pensei. E não valia a pena tentar escrever o que pensava durante a tarde porque quando começo a escrever a inspiração foge-me para o canto oposto da mente, e por mais que a procure não a encontro. Estou portanto sem imaginação e vazia. Até que nem é mau...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Folhas em branco

A vida é como uma folha.
Uma folha em branco é uma pessoa sem história.
Uma folha com palavras bonitas é uma boa história.

Uma folha com tinta é uma pessoa confusa.

Sinto-me confusa.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Espetáculo de Bonecas

Qualquer coisa me diz que ainda está para chegar o dia em que assumes controlo do que digo e do que faço. O dia em que vais fazer de mim marioneta e fazer-me agir de acordo com o que tu queres e não com o que eu quero. Por isso não prepares já os fios para me prender, porque se me moldar a ti vai ser como lixas sobre pedra, uma vez moldada não há volta a trás. A diferença pode ser boa ou má, mas fica sempre. Larga os fios e os suportes de marionetas, deita-os fora. Liberta-me.

sábado, 27 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desconexa(da)

Ok, ultimamente não tenho andado muito criativa. (Não que alguma vez o tenha sido) Simplesmente não me apetece estar de frente para o computador a enfrentar um ecrã vazio à espera que as palavras me surjam. Tenho fases. Até há pouco tempo quando abria o word era para escrever e poder escrever e acompanhar os meus raciocinios e a velocidade das palavras na minha mente. Mas ultimamente tenho estado sem imaginação. Só penso no bom que é o Inverno estar a chegar, para poder usar luvas, cachecois e casacos quentinhos, poder andar de guarda-chuva com um vento cortante, nas ruas quase vazias desta época. Mas quando vou lá para fora deparo-me com a realidade: as ruas estão cheias e o meu guarda-chuva partiu-se com o vento. Odeio este tempo! (Ultimamente tenho andado a começar com um tema e a acabar noutro)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Verdade?

Voltei ao activo. Ou não. Mais uma vez vejo uma folha em braco e penso no que hei-de escrever. Se soubesse escrever as palavras vinham-me à cabeça, não teria de pensar sobre elas, não é verdade? Então por que tenho vontade de escrever sobre qualquer coisa? Por que tenho vontade de descrever o que me vai na cabeça? Por que é que não consigo descrever o que me vai na cabeça? Porquê? Estou muito confusa e doi-me a cabeça. Sinto os meus olhos fecharem-se e desisto de pensar durante um segundo. Faço um esforço para não pensar e acabo mesmo por fechar os olhos. Tento não pensar mas quanto mais me esforço mais penso. Desisto e submeto-me à verdade: "Faças o que fizeres nunca vais deixar de pensar." Isto é uma verdade, certo? Não quero pensar sobre isso.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vazia

Hoje estou com vontade de acabar com o blogue. Não gosto de ser assim. Não sei escrever e parece que me estou a gabar ao criar o blogue. Ou à espera que me contradigam quando digo isto. Mas não é assim. Não sei por que criei blogue. Não sei mesmo. Posso desistir disto? Posso desistir de escrever? Já sei que daqui a duas ou três semanas vou voltar outra vez ao que era e vou voltar a escrever sobre tudo e sobre nada. Agora estou sem inspiração. Indefinidamente.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pensamento do dia

Tento convencer-me de que gosto da minha vida. Tento convencer-me de que tenho a vida perfeita à minha frente, de que nunca errei nem hei-de errar. Que todos os meus erros foram construtivos e que nunca os hei-de repetir. FALSO! Não aprendo com os erros, erro todos os dias, às vezes até mais de 2 vezes num dia. E no dia seguinte volto a cometer os mesmos erros.
Estou farta de ser assim. Assim não compensa viver.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Envelope Vermelho

(Nada disto se passou)

Olho em volta, para esta rua deserta. Nao, tu nao estás por aqui. Dou mais uns passos e espreito para a rua contínua a esta. Também está vazia da tua presença. Ia a jurar que tinhas dito para nos encontrarmos à 1 hora da tarde nesta rua, neste lugar onde me apertaste pela primeira vez a mão e me pudeste explicar que o que sentias era mais do que aquilo que pensavas inicialmente. Já passa das 2:30 e nem sinais de ti. Um homem passa. deixa cair um envelope vermelho. Reconheço a cor, é igual ao que me mandaste uma vez, quando ainda eras muito envorgonhado e nao gostavas de te exprimir por palavras. Tem o meu nome na parte da frente. Abro-o, curiosa. Sim, a letra é a tua. Pedes-me desculpa pelo atraso. Sorrio e olho para trás. Sim, ali estás tu, com o teu sorriso de sempre. Sorrio de volta e abraço-te. Sabe bem estar em casa.

Guarda chuva amarelo

(Nao foi feito hoje, mas pediram-me para o publicar aqui)

Apetece-me sentar-me aí, à chuva, ao teu lado, abrigada por esse guarda-chuva azul claro, bem mais divertido que o meu amarelo-torrado. Quero sentar-me aí, nesse espaço que guardas para alguém que ainda não chegou. Nesse lugar que está seco graças à protecção do teu guarda-chuva, graças à tua protecção. Eu sei que o guardas para alguém, mas queria tanto sentar-me aí. Tomo uma decisão. Se ninguém ocupar o lugar num minuto, ocupo-o eu. Quem sabe não o queiras guardar para mim. Chove mais intensamente. O autocarro ainda demora e o minuto está a passar. Dou um passo na tua direcção e uma rapariga dá-me um encontrão enquanto corre em direcção ao lugar que eu queria ocupar. Enquanto corre na tua direcção. Volto para onde estava, de onde te conseguia ver. Tu olhas a rapariga, confuso, mas começas a falar com ela. Aquela podia ter sido eu.
09/10/2010

Diálogo interior

(Diálogo interior: Não sei quem são as personagens, mas desconfio que sejam a Melinda e a Sofia)

Estou desanimada. Estou num daqueles dias em que só me apetece acabar com isto tudo, só me apetece acabar com esta vida insignificante. A minha vida nao passa de um segundo comparada com o Universo.
A tua vida é importante. Num segundo podes mudar a história do mundo.
O que é que importa a história de um mundo? O que é que importa, se no final o mundo vai acabar e nao vai ter tempo de contar a sua história?
Um mundo nao precisa de dar explicaçoes a ninguem, desde que saiba a história dos homens que o habitam, ele fica feliz.
Pára de ser parva, o mundo é um ser inanimado.
Contudo, capaz de gerar vida.

(Não conhecia esta faceta da Sofia, fiquei realmente impressionada)

domingo, 7 de novembro de 2010

Preguiça

Os meus pés estão descalços e curiosamente não tenho frio. O pôr-do-sol está muito bonito, com uma luz excelente para fotografias, mas não quero ir buscar a máquina. Nem quero tirar fotografias aos meus pés. Bah, não quero fazer nada. Estou numa fase de leitura e de absorção. Nada produtiva para fotografias, desenhos, textos, desafios. Hoje estou num dia de preguiça. E não quero escrever.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Liberdade

Uma folha branca. É tudo o que vejo à minha frente enquanto espero que alguém venha a torne suas as minhas mãos. Estou farta de ser usada como uma marioneta. Faz isto, faz aquilo, etc. Quero ser dona da minha vontade. Ser eu própria. E escrever o que eu quero, não o que a Sofia ou a Melinda querem. Não o que todos os meus "eu"s me obrigam a escrever. Quero ser livre deles todos, mas quero saber escrever como alguns escrevem. Com o coração, com a cabeça, com experiência, com o óbvio ou o mistério. Quero ser assim e quero ser eu própria.

Ninguém sabe o futuro

(Quando não tenho mais nada para fazer.)
Ainda não é agora que escrevo sobre o propósito deste blogue.
Talvez logo à noite, talvez amanha, talvez um dia...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Recordações

Não sei que lugares-comuns criaste, que planos fantásticos fizeste. Estou perdida na multidão de pessoas que se constroem á nossa volta. À volta do nosso mundo onde vivemos de recordaçoes. Saíste deste mundo onde eu julgava não haver ar nem se poder sobreviver sem recordações. Mas provaste-me o contrário. Foi a última coisa que me ensinaste. Agora penso que poderiamos ter planeado um mundo maior, um lugar comum onde viveriamos de sorrisos, de abraços e do presente. Mas agora é demasiado tarde.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Escrevo para o vazio

Não sei o que escrever. Penso e repenso no que escrever e uma coisa vem à cabeça.
Não estou a escrever para ninguém, não estou a escrever para nenhum concurso.
Hoje não estou inspirada e quando estou não escrevo bem. Agora perguntam: "Então porque é que criaste um blogue?" e eu respondo: "Não sei, foi uma parte de mim que pediu. Uma parte bastante egoísta, na verdade.
O que interessa é que agora não estou inspirada nem me apetece escrever. Só achei mal deixar o blogue sem nada. Volto qualquer dia*