O tempo passa, passa, passa. Tenho medo de crescer. Tenho
medo de deixar de ser assim. Não quero pensar já em quando for “grande”, não quero
pensar já no fim. Ultimamente deparo-me com casos de velhice, e eu não quero
envelhecer. Ou antes, não quero perder este meu lado mais juvenil. Quero ser
para sempre como sou, congelar momentos e vive-los para sempre. O tempo passa a
correr. Quero aproveitar cada segundo, mas é difícil, e quando olho para trás
vou acumulando experiencias que não posso repetir. Quero voltar atrás, pegar em
recordações e pô-las em bolas de neve, daquelas que quando se abanam caem
farrapos brancos, que se compram como recordações de algum lugar. Quero fazer recordações
de momentos, e poder partir as bolas de neve vezes sem conta, só para fingir
que as estou a reviver.