Quanta melancolia cabe numa colher de chá?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Vento
O que é que se tem passado contigo? O vento levou as tuas memórias, como juraste nunca acontecer? O mar lavou as tuas lágrimas, como sempre prometeste que não aconteceria? Esqueceste-me com essa facilidade absurda com que esqueces todos quando se trata do teu sonho? Eu sinto-me culpada por tudo o que nos levou a separar. No fundo, no fundo, fui eu que te afastei, como te tinha prometido nunca acontecer. Sim, culpo-me todos os dias e todos os dias quero voltar a ver aquele sorriso que prometemos que o vento nunca levaria… mas o vento é mais forte do que eu.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Chega!
Chega de tristeza e de lamechice; chega de coragem e de força; chega de alegria e de frustração. Chega de a, b, c. Chega de conflitos, de desastres, de mentiras e estupidez. Chega de chegar a casa tarde ou cedo, chega de chegar, sequer. Chega de obedecer, de obrigar, de ajustar, de compreender. Chega da vida que levamos todos os dias. Olá, Tudo bem, Adeus. Chega de transportes privados e públicos, chega de línguas e de costumes. Chega de diferenças e de desigualdade de direitos. Chega da individualidade do dia-a-dia. Chega da corrupção, do roubo, do assassínio, do crime. Chega de dormir porque sim, chega de acordar cedo cansados. Chega de liberdades excessivas e de prisioneiros em casa. Chega de vivermos para algo maior quando o algo maior é a morte. Chega de sermos sempre os mesmos quando todos nos pedem para mudar. Chega.
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