quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Algo filosófico sobre o chocolate

Chocolate: desfazem-se na boca, deixando para trás aquela espécie de líquido sólido saboroso, sabem bem durante uns 5 segundos, dependendo do tamanho do chocolate propriamente dito. Passado um minuto começa a sensação de mau hálito que se vai agravando até se comer outra coisa, como um rebuçado, ou uma pastilha, ou até mesmo outro chocolate. Se esperarmos 5 minutos depois de comer, o sabor desaparece quase por completo. É a mesma coisa quando cometemos um erro ou dizemos uma mentira. Sabe muito bem optar pela solução fácil. Ou dizer outra mentira ou cometer outro erro, mas a longo prazo não é esta a solução. Nem a forma de aprender com o passado. Quando saboreamos o nosso erro e o aprofundamos, somos capazes de aprender algo com um passado que quase inconscientemente pomos para trás das costas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Loucura.

Louca! É o que sou! Louca por pensar que sim. Louca por achar que algum dia… Louca por todas as palavras que pensei trocar. Louca por… tudo! Louca por dizer sim quando não queria, louca por dizer não quando era o que mais queria na vida. Estou louca, por favor internem-me num lugar que saiba cuidar de mim. Pode ser numa casa de pessoas loucas, pode ser na escola, onde, debaixo de um tecto, espero que me cuidem da sanidade mental. Pode ser aqui, onde me refugio, debaixo desta ponte de palha. Pode ser. É no sítio onde deviam deixar os loucos. À beira da estrada, esperando que consigam encontrar um sítio melhor. Sim, conseguimos. Não é um sítio bom para nós fisicamente, mas é o melhor para a alma, porque qualquer lugar longe de pessoas normais, é um bom lugar para nós. Debaixo da chuva conseguimos sentir-nos normais, dentro da nossa anormalidade sabemo-nos normais, tanto quanto conseguimos. Sou louca por achar que podia um dia parecer normal. Não o sou nem nunca o serei, mas sou feliz assim. Ou não.

(não estou mesmo louca, apenas me sinto)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cérebro

  Fuga. Helicóptero. Hospital. Joaninhas. Rir. Gosto. Tudo. Diamantes. Bebé. Multa. Querer. Zzzzzz. Comum. Sala. Azulejos. Não quero ouvir o que tudo me indica, não quero sentir o que me estão a obrigara a sentir. Obrigar. Faltava-me esta palavra. Sinto-me a desmoronar, no entanto não me sinto, sequer, a desfazer. Curioso. Chego a ser apenas uma parte daquilo a que a minha imaginação vem a chamar de abóbora, que não passa de um cérebro, um cérebro atrofiado.
  Esta também é uma boa palavra para a minha lista. Cérebro. Gosto da sua profundidade. Espera, não gosto, faz-me lembrar de tampos de sanita, não sei bem onde fui buscar esta ideia. No entanto, é um bom tema para abordar. Cérebro, como funciona exactamente? É complexo, sem dúvida, é fantástico, também, lindo. Outra palavra: Lindo. E apesar de ser lindo é feio, porque acho que parece-se um bocado com esparguete numa panela: uma confusão.
  Calem-se todos, quero ouvir apenas a ausência de palavras. Ouvir aquilo a que comummente chamam de Silencio. Finalmente. Abate-se um peso sobre as minha têmporas quando fecho os olhos e descontraio, quando finalmente todos se calam. Suplico por barulho. É doloroso, pensar e ter consciência do que se está a passar. É vertiginoso. Faltava-me esta palavra: Vertigem.