segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Envelope Vermelho

(Nada disto se passou)

Olho em volta, para esta rua deserta. Nao, tu nao estás por aqui. Dou mais uns passos e espreito para a rua contínua a esta. Também está vazia da tua presença. Ia a jurar que tinhas dito para nos encontrarmos à 1 hora da tarde nesta rua, neste lugar onde me apertaste pela primeira vez a mão e me pudeste explicar que o que sentias era mais do que aquilo que pensavas inicialmente. Já passa das 2:30 e nem sinais de ti. Um homem passa. deixa cair um envelope vermelho. Reconheço a cor, é igual ao que me mandaste uma vez, quando ainda eras muito envorgonhado e nao gostavas de te exprimir por palavras. Tem o meu nome na parte da frente. Abro-o, curiosa. Sim, a letra é a tua. Pedes-me desculpa pelo atraso. Sorrio e olho para trás. Sim, ali estás tu, com o teu sorriso de sempre. Sorrio de volta e abraço-te. Sabe bem estar em casa.

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