segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Gotas de água
Ouço a chuva bater no vidro. Penso em todas aquelas gotas que estão presas, prontas para cair onde a nuvem já não as segure. Penso em como a liberdade de uma gota é só durante aquela descida mortal, onde aterra numa casa, numa rua, num guarda-chuva, ou é amparada pelos cabelos desgrenhados de alguém, e, quem sabe, até tem sorte e vai parar a um rio que corra lentamente e possa ter um leito tranquilo. Penso em tudo isto e tudo isto desaparece quando olho o vidro. Gotas que caem formam linhas de água no vidro. Não morreram. Querem mudar o mundo antes de o fazer. Na verdade invejo as gotas de água. O ser humano é demasiado comodista para tentar mudar o mundo, pensando que é demasiado pequeno. Se fôssemos gotas de chuva seriamos suficientemente grandes para tentar mudar o mundo. Assim não.
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"Não morreram. Querem mudar o mundo antes de o fazer." - amei :D
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