segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cérebro

  Fuga. Helicóptero. Hospital. Joaninhas. Rir. Gosto. Tudo. Diamantes. Bebé. Multa. Querer. Zzzzzz. Comum. Sala. Azulejos. Não quero ouvir o que tudo me indica, não quero sentir o que me estão a obrigara a sentir. Obrigar. Faltava-me esta palavra. Sinto-me a desmoronar, no entanto não me sinto, sequer, a desfazer. Curioso. Chego a ser apenas uma parte daquilo a que a minha imaginação vem a chamar de abóbora, que não passa de um cérebro, um cérebro atrofiado.
  Esta também é uma boa palavra para a minha lista. Cérebro. Gosto da sua profundidade. Espera, não gosto, faz-me lembrar de tampos de sanita, não sei bem onde fui buscar esta ideia. No entanto, é um bom tema para abordar. Cérebro, como funciona exactamente? É complexo, sem dúvida, é fantástico, também, lindo. Outra palavra: Lindo. E apesar de ser lindo é feio, porque acho que parece-se um bocado com esparguete numa panela: uma confusão.
  Calem-se todos, quero ouvir apenas a ausência de palavras. Ouvir aquilo a que comummente chamam de Silencio. Finalmente. Abate-se um peso sobre as minha têmporas quando fecho os olhos e descontraio, quando finalmente todos se calam. Suplico por barulho. É doloroso, pensar e ter consciência do que se está a passar. É vertiginoso. Faltava-me esta palavra: Vertigem.

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